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Quais os cenários para a bolsa no fim do ano de 2020? (Novembro)

Depois de um outubro, marcado pela última semana negativa, com fechamento de aproximadamente -0,7% do Ibovespa, os mercados iniciam novembro com fortes altas nos ativos de risco.


No dia 02/09, destaquei alguns cenários possíveis para a bolsa brasileira no fim do ano e volto com a mesma mensagem de cautela para investidores buscando aumentar posições para um ganho de curto prazo.


Enquanto nosso cenário-base permanece na faixa de 110k - 115k para a bolsa brasileira, existem riscos iminentes que podem corrigir o cenário atual para patamares mais baixos, antes de um sprint no fim de ano.


Enquanto as eleições americanas e uma possível vacina para o COVID trazem tranquilidade para o mercado, nossas preocupações também envolvem todo o cenário político-econômico do Brasil.


Em primeiro lugar, a vitória de Biden combinada a um senado, em sua maioria, republicano trouxe alívio para o mercado.

É importante destacar que Biden deva adotar uma política mais generosa, em termos de estimular a economia americana via incentivos monetários e um senado republicano deva dificultar o aumento de impostos em diversas esferas.


Com isso, investidores americanos viraram a chave para ativos de renda variável.


Além disso, um liderança democrata, pode dar mais abertura para outros países negociarem de maneira pacífica com os EUA.


Adicionalmente, a segunda onda de COVID nos EUA, que vem marcando mais de 100 mil infectados por dia, vem sendo aliviada pelo mercado. As boas notícias são que a vacina fabricada pela Pfizer e BioNTech deve entrar no mercado a partir de dezembro, se aprovada pelos órgãos de saúde dos primeiros países a recebê-la.


Como o mercado tende a exagerar na precificação de ativos (tanto para notícias boas quanto para notícias ruins), as altas vistas nos mercados mundiais nos últimos dias ainda correm risco de obterem correções.


Por tanto, é importante ter um horizonte de prazo mais longo caso deseje engatar em ativos de renda variável.


Agora, se partirmos da premissa que os principais problemas envolvendo o mercado externo e saúde estão sendo resolvidos, como fica o Brasil no meio dessa história?


Como já adiantado pela BBC News, é provável que uma vacina em larga escala só estará disponível no meio de 2021. Isso se as aprovações pelos órgãos de saúde forem agéis e se a vacina realmente estiver pronta para a prevenção em massa.

Com isso, vale perguntar, em quanto tempo a população brasileira teria o medicamento em mãos.


Se olharmos o comportamento da curva de infecções e o gap de tempo que os efeitos surgem no Brasil, ainda existe espaço para preocupação, uma vez que as crises do vírus iniciadas nos EUA e na Europa demoram entre 1 - 3 meses para surtirem efeito aqui.


Por outro lado, diferente desses outros países, nossa curva de infecções pelo COVID foi mais achatada até agora. Dado esse fato, podemos tirar 2 conclusões:

1- O distanciamento social gerou um efeito mais fraco no país, nos colocando em uma primeira onda prolongada e, por tanto, uma segunda onda pode causar impactos mais severos;


2- Grande parte da população infectada no Brasil estava mais exposta aos riscos de contaminação, enquanto uma segunda parte, permanecerá mais reclusa - até a vacina (diminuindo os efeitos de uma segunda onda).

Outras variáveis precisam ser analisadas antes de projetar qualquer efeito de uma possível segunda onda no país, como análise da curva de óbitos pelo COVID, o fato de estarmos entrando no verão, entendimento da veracidade dos dados, entre outros.


O fato é que mesmo especialistas no assunto ainda não têm uma visão clara de como uma segunda onda pode afetar a população, como isso irá impactar a economia e se vamos passar por essa segunda onda.


Mudando de assunto, e entrando na parte mais preocupante para a economia, é como iremos tratar o rombo financeiro gerado pelo COVID em 2020.


Até o mês de janeiro de 2020, a principal preocupação do Ministério da Economia era propor reformas fiscais e monetárias para salvar os vários estados brasileiros.


A preocupação era tanta, que foi aprovada a reforma da previdência, projetada para gerar quase 900 bilhões de reais em dez anos.


Um número nunca visto antes, mas que se fazia necessário, dada a situação de calamidade financeira que o país sofria.


Se os estados já estavam com falta de caixa/ orçamento, uma reforma que demoraria anos para suavizar suas sangrias financeiras não seria o suficiente.


Com isso, outras reformas também foram colocadas em pauta, como Reforma Administrativa, Reforma das Privatizações, Reforma Tributária, entre outras.


Voltando ao presente, vemos grande lentidão na aprovação dessas reformas e aguardamos as eleições municipais para entender como vai ser a toada nesse sentido.


Entendemos ser necessário políticas voltadas à cortes de custos para alcançarmos uma austeridade fiscal.


Não menos importante, as confusões na liderança do Congresso e Senado permanecem em nosso radar.


Uma articulação bem feita entre os 3 poderes será essencial para demonstrar ao mundo que passaremos as reformas necessárias e seremos capazes de honrar com nossos compromissos financeiros.


Dadas estas variáveis, podemos traçar 3 cenários básicos, contemplando tempo e risco.


(Manutenção dos nossos cenários de 2 meses atrás)


O primeiro cenário, e indicado como cenário base, aponta para uma precificação correta dos ativos no Brasil, que já contempla os riscos políticos e econômicos. Nesse sentido, a bolsa está em um patamar adequado para os eventos que estamos passando. Nesse cenário, o mercado indica um alvo de 110 - 115 mil pontos para o ibovespa até o fim do ano.


É importante ressaltar que, como estamos em um cenário sensível, qualquer mudança nas variáveis citadas acima podem mover os preços no mercado, tanto para cima quanto para baixo.


O segundo cenário indica que a situação fiscal no Brasil pode não ser resolvida em um tempo hábil. Melhor dizendo, uma proposta para a situação fiscal pode não chegar a tempo para os investidores se manterem confortáveis na bolsa. Isso pode fazer com que estes realocaquem seus recursos para outros fins. Com esse cenário, podemos ver uma correção no curto prazo e a bolsa cair para o patamar de aproximadamente 95 mil pontos - formando uma tendência de queda.


Caso esse cenário se materialize, quedas mais acentuadas podem ocorrer, pelo menos até termos uma indicação de austeridade fiscal no longo prazo.


O terceiro cenário indica que o fluxo de investimentos irá passar por cima dos fundamentos econômicos. Nesse cenário, investidores irão tomar mais risco para obter melhores rentabilidades. Com isso, investidores estrangeiros podem vir em massa, formando um efeito manada.


No terceiro cenário, a bolsa pode romper os 120 mil pontos até o fim do ano e decolar no ano de 2021.

Vale dizer que em todos os cenários esperamos correções e ajustes ao longo das próximas semanas. Isso, de acordo com as situações políticas, de saúde e econômicas.


Finalmente, entendemos que uma diversificação entre países e classes de ativos nunca foi tão importante. Investidores buscando rentabilidades atrativas com um nível de risco moderado devem contemplar investimentos fora do país, como BDRs, fundos internacionais, investimento em commodities metálicas e outros.


Arthur Figueiró - Império Investimentos


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