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Quais os cenários para o mercado financeiro?

Quem acompanha nossas transmissões sobre o mercado financeiro já tem em mente que estamos vivendo um período de incerteza muito grande.

Hoje, dia 02/09/2020, estamos com o ibovespa na casa dos 102 mil pontos e é importante relembrar como estávamos no ano passado, quando o índice apontava para este mesmo patamar.

No dia 10/07/2019, foi votada na Câmara dos Deputados uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que aprovou o texto-base para a Reforma da Previdência e, 10 dias após esse evento, nosso mercado chegou aos mesmos 102 mil pontos em que estamos agora.

Na época, o governo Bolsonaro estava estruturando uma melhor comunicação com parlamentares, Sérgio Moro estava estabilizado com o seu pacote anticrime e Paulo Guedes desenhando as próximas reformas estruturais para o país.

As projeções do governo estavam se firmando e o Brasil parecia iniciar uma trilha virtuosa para uma melhora econômica.

Voltando ao presente, o mundo inteiro mudou e ajustes relevantes tiveram que ser feitos para suavizar os efeitos da pandemia, tanto para o lado social quanto para o lado econômico.

Sendo assim, podemos concluir que mesmo em patamares iguais no mercado financeiro, estamos em uma situação completamente diferente.

Quais são as variáveis determinantes no cenário atual?

1- Situação Fiscal do País - As principais casas de análise ainda vêem como um grande desafio passar as reformas necessárias para uma austeridade fiscal no longo prazo, pelo menos até as eleições municipais.

2- Pequenas crises políticas que geram grandes impactos no mercado - Notícias relacionadas às crises internas tornam o mercado mais volátil e fazem crescer a aversão à risco de investidores.

3- Forte Impacto no PIB no 2T2020 - O mercado espera uma retomada do PIB no segundo semestre. Enquanto alguns setores já vem performando com força total, as indústrias de aviação, consumo, imobiliária, etc. ainda trabalham com lagging.

4- Taxas de juros baixas/ Possível Inflação - De um lado, as taxas de juros nos menores patamares históricos fazem com que investidores tomem mais risco para obterem maior rentabilidade. O que é positivo para bolsa. De outro lado, existe uma preocupação de alta inflação quando a situação se normalizar - o que pode forçar o Banco Central aumentar as taxas de juros rapidamente, evitando o aumento de preços generalizados.

5- Fluxo forte de negociações no mercado de ações - Talvez o principal condutor para puxar a bolsa a maiores patamares. Os fluxos de negociações vêm aumentando e o número de novas pessoas físicas na bolsa contribui para este fenômeno. (Aprox. 1 milhão de novas contas abertas em 2020)

6- Entrada de capital estrangeiro no país - Enquanto vimos os fluxos de capital estrangeiro saírem do mercado durante a pandemia, bancos e economistas de fora passam a enxergar oportunidades no Brasil. Com isso, estrangeiros voltam a alocar recursos, modestamente, no país.

7- Empresas buscam capital no mercado financeiro - O número de IPOs e ofertas subsequentes crescem no ano de 2020 e, dessa vez, os principais compradores são brasileiros. (Se a tendência fundamentalista permanecer positiva, existe uma boa possibilidade de vermos um fluxo maior de investidores estrangeiros)

8- Estabilização da pandemia e reabertura dos negócios - Com a redução, ainda que tímida, do número de mortes e infecções pelo coronavírus, diversos estados passam a reabrir os comércios e negócios. - Importante lembrar que ainda existe um risco de segunda onda do coronavírus, mas as medidas tomadas em relação à longos lockdowns não estão no cenário base do mercado.

Dadas estas principais variáveis, podemos traçar 3 cenários básicos, contemplando tempo e risco.

O primeiro cenário, e indicado como cenário base, aponta para uma precificação correta dos ativos no Brasil, que já contempla os riscos políticos e econômicos. Nesse sentido, a bolsa está em um patamar adequado para os eventos que estamos passando. Nesse cenário, o mercado indica um alvo de 110 - 115 mil pontos para o ibovespa até o fim do ano.

É importante ressaltar que, como estamos em um cenário extremamente sensível, qualquer mudança nas variáveis citadas acima podem mover os preços no mercado, tanto para cima quanto para baixo.

O segundo cenário indica que a situação fiscal no Brasil pode não ser resolvida em um tempo hábil. Melhor dizendo, uma proposta para a situação fiscal pode não chegar a tempo para os investidores se manterem confortáveis na bolsa. Isso pode fazer com que estes realocaquem seus recursos para outros fins. Com esse cenário, podemos ver uma correção no curto prazo e a bolsa cair para o patamar de 95 - 93 mil pontos - formando uma tendência de queda.

Caso esse cenário se materialize, quedas mais acentuadas podem ocorrer, pelo menos até termos uma indicação de austeridade fiscal no longo prazo.

O terceiro cenário indica que o fluxo de investimentos irá passar por cima dos fundamentos econômicos. Nesse cenário, investidores irão tomar mais risco para obter melhores rentabilidades. Com isso, investidores estrangeiros podem vir em massa, formando um efeito manada.

No terceiro cenário, a bolsa pode romper os 120 mil pontos até o fim do ano e decolar no ano de 2021.

Vale dizer que em todos os cenários esperamos correções e ajustes ao longo dos meses. Isso, de acordo com as situações políticas, de saúde e econômicas.

Arthur Figueiró - Império Investimentos

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