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Qual a conclusão do debate entre Biden e Trump? Como isso afeta o nosso mercado?

Historicamente, os debates para presidência americana não mudam o direcionamento de eleitores ou decidem o vencedor para o cargo.


No entanto, as campanhas pré-eleitorais foram minimizadas fortemente dado o COVID, elevando a importância deste primeiro debate para um patamar mais relevante do que de outras campanhas presidenciais.


Para quem teve a oportunidade de ver o debate na íntegra, assistiu uma discussão truncada e com trocas de insultos pessoais durante o programa.


Os principais assuntos levantados por Trump foram voltados à sua capacidade de ter ido bem economicamente durante a crise, ter um forte suporte dos “agentes que aplicam a lei” (policiais, militares, etc.) e preocupação sobre uma possível corrupção nos votos a distância dessa próxima eleição.


Por outro lado, Biden reforçou seu cuidado com a qualidade de vida do povo americano de menores poderes aquisitivos e mencionou diversas questões ambientais (incluindo a necessidade de investimentos em energia limpa, preocupação com o aquecimento global, incêndios na California - e até mesmo no Brasil). Adicionalmente, o ex-VP discordou da maneira de como Trump lidou com a crise do coronavírus e levantou questões sobre a tratativa do presidente sobre o plano de saúde do governo.


Em suma, os assuntos relevantes, que foram brevemente discutidos, acabaram sendo substituídos por ataques pessoais e interrupções nas falas de cada um.

Analisando a mídia americana, existe uma certa indecisão sobre quem foi o vencedor deste debate, dado que a polarização entre as principais redes de TV enfatizam mais os pequenos detalhes do que o contexto geral como um todo.


Sendo assim, de acordo com as últimas pesquisas, Biden se mantém na frente, com uma vantagem menos confortável do que a de algumas semanas atrás, mas razoavelmente na frente de Trump. (De acordo com a BBC, Biden lidera as votações por 7p.p.)


E como isso afeta o mercado financeiro brasileiro?


No caso de uma vitória do Biden, a primeira preocupação que vem em mente é a dúvida entre a diplomacia, relativamente, bem estabelecida entre os dois países. Além disso, pontos em relação ao meio ambiente e políticas mais conservadoras de Bolsonaro poderão ser enfraquecidas


Apesar disso, Biden pode favorecer o Brasil no longo prazo, com políticas menos nacionalistas e mais liberais nos EUA.


Em um âmbito mundial, empresas ESG e de tecnologia estrangeira podem ter um impacto positivo. Enquanto bancos e empresas de saúde/ farmacêuticas podem sofrer mais ao longo de um novo mandato.


O mercado futuro americano trabalha em queda, de aprox. 0,6%, enquanto o índice VIX ou índice do medo, sobe aprox. 3% as 1:00 do dia 30/09/2020.


Em conclusão, existe ainda muita dúvida sobre os impactos das eleições americanas no mercado brasileiro no curto/ médio prazo.


Nesse momento, entendemos que a situação fiscal brasileira permanece como o principal driver da economia e, as prováveis volatilidades do mercado americano, deverão causar impactos menores do que o cenário interno.


Arthur Figueiró - Império Investimentos

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